CENSURA, DITADURA, POLITICAMENTE CORRETO

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terça-feira, 15 de outubro de 2013

TÉCNICAS DE ENGODO E MANIPULAÇÃO


Graças ao seu conhecimento psicológico específico e à sua convicção de que as pessoas normais são ingênuas, uma patocracia é capaz de aprimorar as suas técnicas "anti-psicoterapêuticas" e, patologicamente egotística como de costume, insinuar seu mundo de conceitos deficientes para os outros em outros países, tornando-os suscetíveis à conquista e à dominação. Os métodos mais freqüentemente utilizados incluem os métodos paralógicos e conversivos, tais como a projeção das qualidades e intenção de uma pessoa sobre as outras, sobre grupos sociais ou nações, a indignação paramoral e o bloqueio reverso. Esse último método é o favorito dos patocratas, utilizado em larga escala, direcionando as mentes das pessoas medianas para um beco sem saída porque, como resultado, faz com que elas busquem pela verdade no meio termo entre a realidade e o seu oposto." (PONEROLOGIA: PSICOPATAS NO PODER)



O POLITICAMENTE CORRETO E OUTRAS ESTRATÉGIAS DE SABOTAGEM SOCIAL
http://youtu.be/CvrxwIuI9gU  

vídeo original do canal MÍDIA SEM MÁSCARA NA TV Mídia Sem Máscara na TV - Programa 18 *

O INCENTIVO À DELAÇÃO NO TOTALITARISMO: DIVIDIR PARA CONQUISTAR
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/02/o-incentivo-delacao-e-o-totalitarismo.html

Na história FUGA DO CAMPO 14, livro e filme, Shin Dong-Hyuk nos conta que a delação é parte do arsenal de regras e hábitos desumanos impostas aos prisioneiros dos campos de concentração da Coréia comunista. Os prisioneiros são recompensados com comida caso delatem um companheiro. As crianças são ensinadas a delatar os pais e parentes desde cedo, e Shin Dong-Hyuk aprendeu a lição, denunciando a mãe e o irmão, que acabaram condenados à morte. A delação é uma espécie de corrosivo das relações humanas, usado nos sistemas totalitários para controlar a população. É parte da estratégia "DIVIDIR PARA REINAR" (explicada mais abaixo).
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/10/campos-de-concentracao-da-coreia-do.html *

ISCAS DA ESQUERDA PARA A ARMADILHA DA REVOLUÇÃO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2015/07/iscas-da-esquerda-para-armadilha-da.html

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 AS ESQUERDAS, O TERRORISMO E O CRIME ORGANIZADO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/06/as-esquerdas-o-terrorismo-e-o-crime.html  
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KGB, PAVLOV E LAVAGEM CEREBRAL
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/kgb-governo-pelo-terror-pavlov-lavagem.html

* COMO CAÇAR PORCOS SELVAGENS http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/bolsa-esmola-e-armadilhas-ou-como-se.html

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Project Syndicate: o oráculo de George Soros
http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/14214-project-syndicate-o-oraculo-de-george-soros.html  

* DAVID ICKE - PROBLEMA-REAÇÃO-SOLUÇÃO - a mais poderosa técnica de manipulação das massas
http://youtu.be/_DTjt3UXOTo

PROBLEMA-REAÇÃO-SOLUÇÃO (P-R-S)

Controle Mental em massa Uma técnica de controle mental em massa que é usado por essas organizações de elite todo o tempo é o "problema-reação-solução". Um problema é secretamente criado (pela CIA, KGB, etc) e alguém é culpado pelo problema. O culpado pode ser uma guerra, uma desvalorização da moeda, dívida interna, ou um colapso governamental. Pode ser qualquer coisa. A mídia é usada para estimular a tal ponto a opinião pública em relação ao fabricado problema que o público grita "Algo precisa ser feito!" Nesse ponto, aqueles que criaram o problema, oferecem abertamente a solução como um meio de conseguir o que eles queriam desde o princípio. Fonte http://www.umanovaera.com/david_icke/mudando_o_curso_dos_eventos_mundiais.htm

 

Dividir para conquistar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dividir_para_conquistar  

Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar) (derivado do grego: διαίρει καὶ βασίλευε), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano Cesar (divide et impera) e imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo.1 Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedónia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira.2

Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia politica, cita "divide et impera" como um princípio comum na política. O uso desta técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que juntas poderiam ser capazes de se opor ao seu governo. Sendo assim, o governante precisa evitar que os diferentes grupos e populações se entendam, pois uma união poderia causar uma oposição forte demais. Maquiavel cita uma estratégia militar parecida no livro IV de A Arte da Guerra (Dell'arte della guerra), dizendo que um capitão deve se esforçar ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou dando-lhe motivos para separar suas forças, enfraquecendo-as.3 4

O uso da estratégia de dividir para conquistar foi atribuída a diversos governantes, desde Luís XI de França até a Casa de Habsburgo. Basicamente, os elementos dessa técnica envolvem: •criar ou estimular divisões entre os indivíduos com o objetivo de evitar alianças que poderiam desafiar o soberano

•auxiliar, promover e dar poder político para aqueles que estão dispostos a cooperar com o soberano

•fomentar a inimizade e desconfiança entre os governantes locais

•incentivar gastos sem sentido que reduzem a capacidade de gastos políticos e militares



GUERRA ASSIMÉTRICA

acontece quando um dos lados amarra o outro com as fitinhas cor-de-rosa do politicamente correto, do bom mocismo e da legalidade para que ele não possa revidar:

http://www.olavodecarvalho.org/semana/040520fsp.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2005200410.htm
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060724dc.html


COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO - ARTHUR SCHOPENHAUER - "é um tratado de patifaria intelectual, não para uso dos patifes e sim de suas possíveis vítimas, isto é, nós, o povo. Obra de um espírito arguto e particularmente sensível aos ardis da malícia humana, é um receituário de precauções contra a argumentação desonesta - aquele tipo de polêmica interesseira onde o que importa não é provar, mas vencer. No Brasil de hoje, a edição deste livro é um empreendimento de saúde pública." Comentado por Olavo de Carvalho


DIALÉTICA ERÍSTICA (wikipédia)
Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas (dialética erística), ou simplesmente Dialética erística, é um importante, porém inconcluso, acréscimo do sistema filosófico de Arthur Schopenhauer, publicado póstumo por Julius Frauenstädt. Nele, Schopenhauer analisa os "principais esquemas argumentativos enganosos que os maus filósofos utilizam, comrazoável sucesso, para persuadir o público de que 2 + 2 = 5", baseando-se, principalmente, nos Tópicos de Aristóteles. Mencione-se que, por dialética erística, termo que constitui o subtítulo do livro, Schopenhauer entende "a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isto per fas et nefas (por meios lícitos ou ilícitos)".

Estratagemas dialéticos

Na obra, Schopenhauer distingue os seguintes estratagemas dialéticos:

1) "Ampliação indevida" ”Levar a afirmação do adversário para além de seus limites naturais, interpretá-la do modo mais geral possível, tomá-la no sentido mais amplo possível e exagerá-la. Restringir, em contrapartida, a própria afirmação ao sentido mais estrito e ao limite mais estreito possíveis. Pois quanto mais geral uma afirmação se torna, tanto mais ataques se podem dirigir a ela.” [3] Exemplo: A diz que as drogas devem ser legalizadas. B, então diz que, como os traficantes usualmente cometem homicídios, seqüestros, extorsões, etc, se as drogas forem legalizadas, os bandidos serão anistiados de todos esses crimes. Comentário: o argumento a favor da legalização propõe a anistia de um único crime: o comércio de determinadas substâncias. Nada foi dito em relação aos demais crimes, pois supõe-se que estes devam permanecer proibidos.

2)"Homonímia sutil" “Usar a homonímia para tornar a afirmação apresentada extensiva também àquilo que, fora a identidade de nome, pouco ou nada tem em comum com a coisa de que se trata; depois refutar com ênfase esta afirmação e dar a impressão de ter refutado a primeira.” Exemplo: Em artigo de 5/11/2010, Reinaldo Azevedo comenta o filme “Tropa de Elite 2”. No filme, o protagonista, Coronel Nascimento, refere-se diversas vezes ao “sistema”, o qual se propõe combater. Azevedo conclui, a partir disso, que o personagem passou a usar o discurso de esquerda, a qual também se propõe combater o tal “sistema”. Comentário: A esquerda usa a palavra “sistema” para se referir ao “sistema capitalista”, que consiste do livre mercado, propriedade privada, busca do lucro, etc. Já o Coronel Nascimento usa a mesma palavra para tratar da cultura da imoralidade e da impunidade, que permite que o crime se alastre, contando com o apoio de políticos e policiais corruptos, além dos próprios intelectuais de esquerda, que enxergam nos criminosos ora heróis, ora vítimas da sociedade capitalista.

3)"Mudança de modo" “A afirmação que foi apresentada em modo relativo ... é tomada como se tivesse sido apresentada em modo absoluto, universalmente ..., ou pelo menos é compreendida em um sentido totalmente diferente, e assim refutada com base neste segundo contexto.” [6] Isto faz com que “o adversário, na realidade, fala de uma coisa distinta daquela que se havia colocado. Quando nos deixamos levar por este ‘’estratagema’’, cometemos, então, uma ‘’ignoratio elenchi’’ (ignorância do contra-argumento).”

4)"Pré-silogismos" “Se queremos chegar a uma certa conclusão, devemos evitar que esta seja prevista, e atuar de modo que o adversário, sem percebê-lo, admita as premissas uma de cada vez e dispersas sem ordem na conversação”. Segundo Olavo de Carvalho, esta técnica é comumente usada em processos “de manipulação da opinião pública”.

5)"Uso intencional de premissas falsas" Pode-se, para comprovar as próprias “proposições, fazer antes uso de proposições falsas, se o adversário não quiser aceitar as verdadeiras, seja porque percebe que delas a tese será deduzida como conseqüência imediata. Então adotaremos proposições que são falsas em si mesmas mas verdadeiras ‘’ad hominem’’, e argumentaremos ‘’ex concessis’’, a partir do modo de pensar do adversário.”

6)"Petição de princípio oculta" “Ocultamos uma ‘’petitio principii’’, ao postular o que desejamos provar: 1) usando um nome distinto ... ou ainda usando conceitos intercambiáveis ...; 2) fazendo com que se aceite de um modo geral aquilo que é controvertido num caso particular ...; 3) se, em contrapartida, duas coisas são consequência uma da outra, demonstraremos uma postulando a outra; 4) se precisamos demonstrar uma verdade geral e fazemos que se admitam todas as particulares (o contrário do número 2).”

7)"Perguntas em desordem" “Quando a disputa é conduzida de modo rigoroso e formal e queremos fazer com que nos entendam com perfeita clareza, então aquele que apresentou a afirmação e deve prová-la procede contra o adversário fazendo perguntas para concluir a verdade a partir das próprias concessões do adversário.” E: “Fazer de uma só vez muitas perguntas pormenorizadas, e assim ocultar o que, na realidade, queremos que seja admitido”.

8)"Encolerizar o adversário" “Provoca-se a cólera do adversário, para que, em sua fúria, ele não seja capaz de raciocinar corretamente e perceber sua própria vantagem.”

9)"Perguntas em ordem alterada" “Fazer as perguntas numa ordem distinta da exigida pela conclusão que dela pretendemos, com mudanças de todo gênero; assim, o adversário não conseguirá saber aonde queremos chegar e não poderá prevenir-se.”

10)"Pista falsa" “Se percebemos que o adversário, intencionalmente, responde pela negativa às perguntas cuja resposta afirmativa poderia confirmar nossas proposições, então devemos perguntar o contrário da proposição que queremos usar, como se quiséssemos que fosse aprovada, ou então, pelo menos, por as duas à escolha, de modo que não se perceba qual delas queremos afirmar.”[13]

11)"Salto indutivo" Se o adversário já aceitar casos particulares, não “perguntar-lhe se admite também a verdade geral” derivada dos casos particulares; introduzi-la “como se estivesse estabelecida e aceita”.

12)"Manipulação semântica" Associar a um termo um conjunto de significados diferentes do original. Com isso, o termo já conterá, em si, a conclusão a que se quer chegar.

13)"Alternativa forçada" Apresentar ao adversário uma alternativa menos provável que sua própria.

14)"Falsa proclamação de vitória" Veja: Falácia da falsa proclamação de vitória

15)"Anulação do paradoxo" Para triunfar, faz-se uma redução ad absurdum.

16)"Várias modalidades do argumentum ad hominem" Usar argumentos anteriormente defendidos pelo adversário para tentar refutar a tese presente. Exemplo: Em um debate sobre cotas raciais em uma TV do Rio de Janeiro, Rodrigo Constantino comenta que Thomas Sowell fez um estudo sobre as ações afirmativas ao redor do mundo e constatou que elas só trouxeram mais desigualdade e privilégios para negros ricos. A réplica do adversário foi dizer que Thomas Sowell era ligado a um grupo da Universidade Stanford que apoia o Partido Republicano. Comentário: Segundo o critério do debatedor, o fato de alguém apoiar um determinado partido político de que se discorda é o suficiente para invalidar suas conclusões científicas.

17)"Distinção de emergência" Salvar-se “mediante alguma distinção sutil, na qual não havíamos pensado anteriormente, caso a questão admita algum tipo de dupla interpretação ou dois casos diferentes.”[16]

18)"Uso intencional da mutatio controversiae" Estratagema que consiste em “interromper o debate a tempo” quando se está ameaçado de ser abatido, sair do debate “ou desviá-lo e levá-lo para outra questão”.[17]

19)"Fuga do específico para o universal" Por exemplo, “se temos de dizer por que uma determinada hipótese física não é crível, falaremos da incerteza geral do saber humano, ilustrando-a com toda sorte de exemplos.”[18]

20)"Uso da premissa falsa previamente aceita pelo adversário" Trata-se de “um uso da ‘’fallacia non causae ut causae’’”.[19]

21)"Preferir o argumento sofístico" No debate com um adversário, a escolha de um (simples) argumento do tipo ad hominem pode ser mais eficaz do que tentar persuadir o adversário mediante longas explicações “sobre a verdadeira natureza das coisas”.[20]

22)"Falsa alegação de petitio principii" Alegar que o adversário está fazendo uma petitio principii quando ele quer que admitamos algo que leve à formulação do problema.

23)"Impelir o adversário ao exagero" No calor do debate, levar o adversário a exagerar suas posições. Como o exagero costuma levar a contradições, podemos refutar essas contradições como se estivéssemos refutando o argumento original.

24)"Falsa reductio ad absurdum" Tirar falsas conclusões absurdas dos argumentos do adversário. Com isso, refutam-se essas conclusões, fazendo tudo parecer uma reductio ad absurdum.

25)"Falsa instância" Usar um argumento que apenas parece contrário àquele que o adversário enunciou.

26)"Retorsio argumenti" Usar o argumento do adversário contra ele próprio, quando isso for possível.

27)"Usar a raiva" Quando o adversário fica irritado com algum argumento nosso, devemos insistir nesse ponto, porque provavlemente ali há uma inconsistência.

28)"Argumento ad auditores" Apresentar uma objeção falsa, mas cuja falsidade somente poderia ser percebida por um auditório capacitado no assunto em questão. Exemplo: Todos os argumentos de ONGs e ambientalistas, que dizem que é preciso reduzir a emissão de gás carbônico a fim de reduzir o efeito estufa (e, consequentemente o aquecimento global). Comentário: As causas do aquecimento global (e até a própria existência de tal fenômeno) são um ponto de divergência entre os próprios cientistas que estudam o assunto. Mas o argumento é sempre apresentado à plateia leiga como fato consumado e sem margem para dúvidas.

29)"Desvio" Mudar de assunto fingindo que ainda se está rebatendo a questão do adversário. Ou mesmo, de modo insolente, atacar o adversário pessoalmente.

30)"Argumentum ad verecundiam" Citar autoridades no assunto para refutar uma tese. Este estratagema funciona tanto melhor quanto menores forem os conhecimentos do adversário a respeito do que disse a autoridade invocada e quanto maior for a veneração dele diante de tal autoridade.

31)"Incompetência irônica" Fingir que não entendeu o que o adversário disse e declarar isso ironicamente. Nas circunstâncias certas, isso faz o adversário parecer um idiota que não sabe organizar o raciocício ou que está simplesmente declarando algo patentemente falso.

32)"Rótulo odioso" Estratagema que visa reduzir uma afirmação do adversário “a uma categoria geralmente detestada”. Exemplo: Nos debates dos candidatos à presidência da República Federativa do Brasil em 2010, a candidata Dilma Rousseff usou várias vezes um argumento ad hominem para desqualificar o adversário atribuindo-lhe o rótulo de “privatista”[carece de fontes?]. Comentário: como a palavra “privatização” está arraigada na mente dos brasileiros como uma espécie de roubo das riquezas brasileiras (não obstante o aumento de riqueza que as privatizações de fato proporcionaram[21]), os argumentos de José Serra já eram “refutados” in limine. Este exemplo é uma combinação dos estratagemas 32 e 12.

33)"Negação da teoria na prática" Aceitar os fundamentos de um argumento, mas negar que eles possam ser colocados em prática. Exemplo: A diz que o Estado deve proibir as armas de brinquedo, pois estas estimulam a violência nas crianças. B contesta dizendo que, mesmo que isso seja verdade, é dever dos pais fazer essa vigilância. A rebate em tom irônico: “Ah, se na prática fosse assim...”. Comentário: o tom irônico é fundamental para dar força a este estratagema. O sarcasmo ajuda a esconder o sofisma: se na prática os pais não são capazes de cuidar de seus próprios filhos, tanto menos será o Estado, que tem provado consistentemente sua incompetência em toda as áreas, em particular na educação das crianças.

34)"Resposta ao meneio de esquiva" Estratagema que prevê não dar informação direta, mas esquivar-se com contraperguntas ou respostas indiretas.

35)"Persuasão pela vontade" Estratagema que funciona quando estão em jogo os interesses do adversário. Esse estratagema torna, nas poucas circunstâncias que funciona, todos os outros estratagemas supérfluos.[22]

36)"Discurso incompreensível" “Desconcertar, aturdir o adversário com um caudal de palavras sem sentido. Isto baseia-se em que, ‘normalmente o homem, ao escutar apenas palavras, acredita que também deve haver nelas algo para pensar’ (Goethe, ‘’Fausto’’”[23] (Veja, a esse respeito, por exemplo, as críticas de Alan Sokal contra o chamado Pós-modernismo.)

(37)"Tomar a prova pela tese" Quando o adversário usa uma prova ruim para defender uma ideia valida, podemos nos aproveitar disso e provar que a ideia é invalida, a julgar pela refutação da tese apresentada. Um exemplo que Schopenhauer cita é o do argumento ontológico, como prova da existência de Deus.

38)"Último estratagema: Ofensas pessoais" Atacar o adversário pessoalmente, com grosseria e agressividade, quando o debate se mostra de todo perdido

http://livraria.seminariodefilosofia.org/Olavo-de-Carvalho/Como-Vencer-Um-Debate-Sem-Precisar-Ter-Razão/flypage.tpl.html

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”. Problemas diários também tem essa função.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO. Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE. Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE. Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! Ou, ao contrário, jogar a culpa sobre outros, seja um grupo ou um sistema, de forma a se esperar melhoras só depois de se destruir essa fonte de todo o mal.

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM. No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

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CHOMSKY USADO PELOS CLUBE BILDERBERGS
http://linkanexo.blogs.sapo.pt/tag/controle+mental+das+massas

Em 1983 chegaram a John Coleman uns manuais secretos do Instituto Tavistock nos quais se detalhava a metodologia usada para destruir o presidente Richard Nixon. Dai saiu o livro The Tavistock Institute: Britain's Controle of US. Policy. Coleman explica que ≪a maneira em que o presidente Nixon foi primeiramente isolado, rodeado de traidores e depois confundido, seguia ao pé da letra o metodo Tavistock de obter o controle de uma pessoa, desenvolvido pelo doutor Kurt Lewin, o principal teorico do Instituto≫. A queda do presidente Richard Nixon é um caso do manual da metodologia do Lewin. A descricao desse processo que Coleman encontrou nestes manuais secretos dizia: ≪Uma das principais tecnicas para romper a moral, atraves de uma estrategia de terror, consiste em manter a pessoa confusa a respeito do que quer e do que pode esperar das circunstancias. Alem disso, se se aplicam medidas disciplinadoras severas e promessas de bom trato ao mesmo tempo, junto com noticias contraditorias, a estrutura cognitiva da situacao torna-se ainda mais confusa. O sujeito ja nao sabe que plano o leva para seu objetivo ou o afasta dele. Sob estas condicoes inclusive as pessoas com uns objetivos muito definidos e dispostas a correr riscos se paralisam pelos conflitos internos que sofrem a respeito do que se deve fazer.≫

Assim de bem-sucedidas que eram as taticas de terror e a lavagem cerebral do Tavistock e assim se pode eliminar a um presidente dos Estados Unidos. Alem disso, os americanos comecaram a acreditar em todas as mentiras, distorcoes e provas falsas dos conspiradores quando, de fato, ≪o Watergate foi uma mentira diabolica do principio ao fim≫. Nixon e seus dois ajudantes mais proximos, Haldeman e Ehrlichman, ignoravam absolutamente o que estava acontecendo. Nao eram rivais a altura da força combinada do Clube Bilderberg, do RIIA e do Instituto Tavistock, sob a direcao da Inteligencia britanica, do MI6 e, portanto, da familia real britanica (o MI6 e o aparelho de Inteligencia que protege a Coroa britanica. Seu orcamento anual e secreto e se move em torno dos 350-500 milhoes de dolares. E significativo que o Parlamento britanico nao tenha jurisdicao sobre o MI6). Haldeman e Ehrlichman estavam completamente superados. Por exemplo, nem sequer sabiam que ≪David Young, graduado em Oxford e empregado do Kissinger atraves de organizacoes como o Milbank Tweed, estava trabalhando nos poroes da Casa Branca, fiscalizando "infiltracoes"≫.

A ≪confissao≫ do James McCord ao juiz John Sirica deveria ter advertido ao Nixon de que o estavam golpeando de dentro. Mas um confuso e paralisado Nixon respondeu perfeitamente ao plano esbocado pelo Instituto Tavistock para romper a moral de uma pessoa seguindo uma estrategia de terror.

O general Haig, ao que lhe deu um curso rapido no Tavistock, ≪jogou um papel fundamental na estrategia de confusao e lavagem cerebral do presidente Nixon, e, com efeito, foi Kissinger quem dirigiu a Casa Branca durante esse periodo≫. A ≪valente≫ reportagem do Washington Post nao foi mais que uma completa mentira preparada pelas forças da Nova Ordem Mundial. A legendaria fonte ≪Garganta Profunda≫ nao era senao o mesmo Haig.* A equipe de jornalistas, Woodward e Bernstein, ambos os membros do CFR, foram dando toda a informacao que publicavam. Nao houve nenhuma investigacao, nem nenhum encontro secreto. O Washington Post, um importante membro do comite diretor do Clube Bilderberg, o proprio Clube e o Comite dos 300, pressionaram ao Nixon seguindo a pes juntinhos o manual do Instituto Tavistock.

*[Em junho de 2005, o antigo funcionario do FBI Mark Felt, de 91 anos e mentor do jornalista Bob Woodward, revelou ser o verdadeiro ≪Garganta Profunda≫. Trata-se, entretanto, de uma montagem.] Coleman escreve que ≪pela insistencia do RIIA, Haig se fez com o controle do governo dos Estados Unidos, a Casa Branca, depois do golpe de estado de abril de 1973≫. Haig colocou nos cem postos mais importantes de Washington a homens do Instituto Brookings, do Institute of Policy Studies e do CFR, quem, ≪como ele mesmo, estavam as ordens de um poder estrangeiro≫, quer dizer, as ordens daqueles que tinham imposto os interesses da ordem mundial global sobre os Estados Unidos da America.

A humilhacao do Nixon foi uma licao e uma advertencia para o futuro presidente dos Estados Unidos≫, para que lhe tirasse da cabeca que podia desafiar ao Governo Mundial na sombra. Kennedy foi brutalmente assassinado ≪pela mesma razao, a vista de todo o povo americano≫. Todavia, John Coleman e Lyndon La Rouche (este ultimo candidato democrata a presidencia no passado e editor da excelente Executive Intelligence Review [EIR]) levaram a cabo sua propria investigacao sobre o Watergate e os Papeis do Pentagono e chegaram a mesma conclusao; o proposito da humilhacao ficou muito mais claro no episodio dos Papeis do Pentagono e a subsequente ≪designacao do Schlesinger (na comissao da energia atomica) dentro da Administracao Nixon, cujo objetivo era deter o desenvolvimento da energia atomica≫. O leitor ja havera deduzido que tudo isso eram fatores graves para a desindustrializacao dos Estados Unidos, tal e como planejavam o Clube Bilderberg, o Clube de Roma e o Comite dos 300. John Coleman acrescenta em Conspirators Hierarchy: The Story of the Committee of 300 que ≪neste ponto se acha o inicio gerador da recessao/depressao de 1991 que [...] desempregou trinta milhoes de americanos≫.

(...)
O segundo traidor era, como os leitores mais ardilosos haverao imaginado ja, o proprio conselheiro de Seguranca Nacional do Nixon, Henry Kissinger. Em meados da decada de 1970, o Clube havia colocado ao Kissinger na direçao de um pequeno grupo composto pelo James Schlesinger, Alexander Haig e Daniel Ellsberg. ≪Cooperava com este grupo o Instituto de Estudos Politicos (IPS), com o Noam Chomsky como principal teorico.≫ Os objetivos do IPS vem ditados pela Mesa Redonda britanica e pelo Instituto Tavistock. Coleman explica em seu livro IPS Revisited que a principal agenda era ≪criar a Nova Esquerda, um movimento de base para engendrar conflitos e estender o caos, expandir os "ideais" do socialismo niilista... e converter-se no grande "açoite" da ordem governamental e politica dos Estados Unidos≫, como fatores chaves na desindustrializaçao desse pais atraves da estrategia de crescimento zero pos-industrial. Quando Kissinger foi colocado como conselheiro de Seguranca Nacional, ≪Ellsberg, Haig e Kissinger puseram em marcha o plano do RIIA do Watergate para derrocar ao presidente Nixon, que tinha desobedecido instrucoes diretas≫, o que quer dizer que Nixon tinha declarado publicamente que nao aprovava o GATT, ou Acordo Geral sobre Tarifas e Comercio, uma afirmacao que tinha enfurecido David Rockefeller. O GATT mostrar-se-ia mais tarde como uma autentica erosão da soberania nacional dos Estados Unidos e achava-se em processo de criar uma destruiçao total social, economica e cultural, tal e como o Senado dos Estados Unidos tinha advertido em 1994, atraves do milionario e membro do Parlamento Europeu, sir James Goldsmith (que morreu repentinamente ─ e nao sabemos se por casualidade ─ depois de atestar ante o Comite do Senado dos Estados Unidos).

De fato, por ordens do Andrew Schoeberg, presidente da RIIA, a sociedade secreta que controla a politica externa britanica, Kissinger e seu pessoal recebiam ≪toda a informacao de inteligencia do interior e exterior do pais antes do proprio presidente; inclusive a informacao da Quinta Divisao do FBI, a mais secreta≫. Nao ha duvida de que os dois homens aos quais Nixon confiava sua vida, Haldeman e Ehrlichman, nao entendiam o que estava passando a seu redor: o MI6 (o Instituto de Inteligencia britanico), tinha o controle sobre toda a informacao que podia chegar ao presidente Nixon.

Coleman conclui que ≪com estes métodos, Kissinger se impos a presidencia do Nixon, e depois de que Nixon foi desonrado e defenestrado pelo grupo do Kissinger, este emergiu com poderes enormes, como nunca se viu antes ou depois do Watergate≫.

Com a demissao do Nixon, o Clube Bilderberg conseguiu por fim ter seu ≪presidente≫ no cargo, Gerald Ford (pertencente ao Bilderberg e ao CFR), a nova marionete da Nova Ordem Mundial movida pelo Henry Kissinger, agente do David Rockefeller, que por sua vez estava a servico do Clube e do Comite dos 300.

Excerto do livro A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CLUBE BILDERBERG, de Daniel Estulin, em que Chomsky é mencionado

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AÇÃO AFIRMATIVA

Affirmative action é o nome de uma política que visa, segundo diz, a obter privilégios para determinados grupos e raças, a título de indenização por danos sofridos em algum lugar do passado. Mas é também, e principalmente, o nome da tática usada para esse fim. Qual é essa tática? O próprio nome diz: é uma afirmação que se prova a si mesma através da ação que realiza. Consiste em transferir uma discussão do campo das idéias para o da ação política, declarando vencedora não aquela parte que consiga refutar a adversária no debate teórico, mas aquela que logre obter sobre ela uma vitória política. Não se trata de demonstrar que uma idéia é falsa, mas mas de privá-la dos meios de difusão. Trata-se de vencer uma disputa de idéias pelos meios típicos de uma disputa de poder.
(...)
É procedimento característico da affirmative action fazer apelos ao diálogo, com grandes louvores à liberdade de expressão, e ao mesmo tempo reprimir como "preconceito" ou "discriminação" a simples sugestão de que o adversário deveria participar do diálogo. Isso torna esse movimento duplamente senhor da situação: ele é ao mesmo tempo o símbolo da liberdade de expressão e o comutador que desliga o microfone. Soma ao prestígio das causas libertárias as comodidades do poder absoluto.
(...)
Aplicada em larga escala, essa técnica permite destruir rapidamente as crenças habituais de um povo, sem sequer colocá-las em discussão: basta criar em torno delas uma aura de preconceitos suficientemente assustadora para despertar no cidadão, à simples tentação de pensá-las, um sentimento de culpa por crimes que nã cometeu e o temor de cair sob a injusta suspeita de tê-los cometidos. Mais do que uma simples chantagem emocional, é uma exploração hábil e malígna do fundo de paranóia latente em todo habitante das grandes cidades: por um temor semiconsciente de ficar isolado no meio de uma trama indeslindável de acusações injustas, como Joseph K. em O Processo de Kafka, o cidadão mais que depressa endossa a acusação injusta feita sobre o outro. O sacrifício da bode expiatório, conforme demonstrou René Girard, devolve aos membros da comunidade o reconfortante sentimento de estarem integrados num todo que os protege. A pressa feroz, entusiástica e indecente com que a opinião pública endossa qualquer acusação ou doutrina flagrantemente absurda veiculada pela mídia, mostr que a velha concpção da democracia como diálogo racional entre cidadãos bem informados é hoje apenas a maquiagem que adorna a tecnologia de controle da opiniõ pública.

Os meios pelos quais se deprime a inteligència de um povo, levando-o a aceitar com bovina complacência tanta absurdidade, nada têm a ver com a persuasão racional, com o diálogo democrático, com a disputa intelectual de idéias e doutrinas. São puras técnicas de manipulação da mente, hoje um dos ramos mais florescentes da pesquisa em ciências humanas.

Técnicas de lavagem cerebral
http://pessoas.hsw.uol.com.br/lavagem-cerebral1.htm  

Foto cedida Exército Americano Prisioneiros de guerra americanos na Guerra da Coréia

No final dos anos 50, o psicólogo Robert Jay Lifton estudou ex-prisioneiros dos campos das guerras da Coréia e China. O psicólogo chegou à conclusão que eles tinham passado por um processo múltiplo que começava com ataques contra a identidade do prisioneiro e terminava com o que parecia ser uma mudança nas crenças do indivíduo. Lifton definiu um conjunto de etapas envolvidas nos casos de lavagem cerebral que estudou: 1.ataque contra a identidade

2.culpa

3.autotraição

4.ponto de colapso

5.clemência

6.compulsão para confissão

7.canalização da culpa

8.liberação da culpa

9.progresso e harmonia

10.confissão final e renascimento

Cada um desses estágios acontece em um ambiente de isolamento. Todos os pontos de referência social considerados normais estão indisponíveis e técnicas como a privação de sono e desnutrição são partes comuns do processo. Há ameaças físicas freqüentes, o que aumenta a dificuldade do alvo em pensar de maneira independente e crítica. O processo que Lifton identificou pode ser dividido em três estágios: ponto de colapso do eu, apresentação da possibilidade da salvação e reconstrução do eu.

Ponto de colapso do eu

•Ataque contra a identidade: você não é quem pensa que é. É um ataque sistemático à identidade (ego) do alvo e a seu principal sistema de crença. O agente nega tudo o que faz do alvo ser quem é (por exemplo: "você não é um soldado", "você não está defendendo a liberdade"). O alvo fica sob ataque constante por dias, semanas ou meses, até o ponto em que fica exausto, confuso e desorientado. Nesse estado, suas crenças parecem menos sólidas.

•Culpa: você é ruim.

Enquanto a crise de identidade está se instalando, simultaneamente o agente está criando uma irresistível sensação de culpa no alvo. Ele ataca o alvo repetidamente sobre qualquer deslize que tenha cometido (seja grande ou pequeno). O alvo começa a sentir uma sensação geral de vergonha, de que tudo que faz está errado.

•Autotraição: concorda comigo que você é ruim?

Uma vez que o paciente está desorientado e se martirizando pela culpa, o agente o força (com ataques físicos e mentais) a denunciar família, amigos e parceiros que compartilham das mesmas idéias "erradas" que ele. Essa traição com relação às suas crenças e às pessoas com as quais tem lealdade é para aumentar a vergonha e a perda da identidade que o alvo já está experimentando.

•Ponto de colapso: quem sou eu, onde estou e o que tenho de fazer?

Com sua identidade em crise, passando por uma profunda vergonha e tendo traído o que sempre acreditou, o alvo pode passar pelo que na comunidade leiga é conhecido como um colapso nervoso. Na psicologia, o colapso nervoso é um conjunto de graves sintomas que podem indicar distúrbios psicológicos. Isso pode envolver um soluço descontrolado, uma profunda depressão e desorientação geral. O alvo pode ter perdido a compreensão da realidade e ter a sensação de estar completamente sem rumo e sozinho. Quando o alvo atinge o ponto de colapso, seu senso do eu está muito confuso. Ele não tem um entendimento claro de quem é ou do que está acontecendo com ele. Nesse ponto, o agente mostra a possibilidade de o alvo se converter para outro sistema de crença que o libertará de sua sutuação atual.

Apresentação da possibilidade da salvação

•Clemência: eu posso ajudar você.

Com o alvo em estado de crise, o agente oferece algumas pequenas gentilezas. Ele pode, por exemplo, oferecer ao alvo um copo d'água ou perguntar do que ele sente saudade em casa. Em estado de colapso resultante de um ataque psicológico constante, a pequena gentileza parece enorme e o alvo pode experimentar sensação de alívio e gratidão completamente fora da proporção daquilo que foi oferecido, como se o agente estivesse salvando sua vida.

•Compulsão para confissão: você pode se ajudar.

Pela primeira vez no processo, o alvo encara o contraste entre a culpa e a dor do ataque contra a identidade e o alívio repentino da clemência. O alvo pode sentir um desejo de retribuir a gentileza oferecida a ele e, nesse ponto, o agente pode apresentar a possibilidade da confissão como um meio de aliviar a culpa e a dor.

•Canalização da culpa: esta é a razão pela qual você está sofrendo.

Após semanas ou meses de ataque, o alvo não tem certeza do que fez de errado, sabe apenas que está errado. Isso cria algo como lacunas e que prontamente podem ser preenchidas pelo agente: ele pode acrescentar culpa para qualquer coisa que quiser. O agente transfere a culpa para sistema de crenças que está tentando substituir. O contraste entre o velho e o novo foi estabelecido: o antigo sistema de crença é associado com a agonia psicológica (e geralmente física) e o novo sistema de crença é associado com a possibilidade de fugir dessa situação. •Liberação da culpa: não sou eu, são minhas crenças.

O alvo preparado está aliviado para aprender que existe uma causa externa para estar errado, que não é ele que é inevitavelmente mau, o que significa que pode escapar do sentimento de erro. Tudo o que precisa fazer é denunciar as pessoas e instituições associadas ao seu sistema de crença e todo o sofrimento acabará. O alvo tem o poder de se liberar do que está errado, confessando os atos associados com seu antigo sistema de crença. Com sua total confissão, o alvo completou a rejeição psicológica de sua antiga identidade. Agora cabe ao agente oferecer ao alvo uma nova identidade.

Reconstrução do eu

•Progresso e harmonia: se quiser, pode escolher o melhor para você.

O agente apresenta um novo sistema de crença como o caminho para o "bem". Nesse estágio, o agente pára com os ataques, oferecendo ao alvo conforto psicológico e alívio mental. O alvo é levado a sentir que a escolha entre o velho e o novo é dele. A sensação que sente é que tem seu destino nas mãos. A essa altura, já denunciou seu antigo sistema de crença em resposta à clemência e tormento. Fazer uma "escolha consciente" em favor do novo sistema de crença ajuda a ampliar o alívio: se ele realmente acredita, então não traiu ninguém. A escolha passa a não ser algo difícil pois a nova identidade é "segura" e atraente porque não se parece com a que o levou ao colapso.

•Confissão final e renascimento: eu escolho o bem.

Contrastando a agonia do velho sistema de crença com a paz do novo, o alvo escolhe a nova identidade, apegando-se a ela para preservar sua vida. No estágio final, com freqüência, há rituais ou cerimônias para introduzir o alvo convertido na sua nova comunidade. Esse estágio foi descrito por algumas vítimas de lavagem cerebral como um sentimento de "renascimento".

Veja Como funcionam as seitas para detalhes sobre o processo de reforma do pensamento que acontece especificamente em cultos destrutivos.

O processo de lavagem cerebral exposto acima não foi testado em um laboratório porque seria um experimento científico contrário à ética. Lifton criou essa descrição a partir de narrativas das técnicas usadas pelos captores na Guerra da Coréia e de outros exemplos relatados ao redor do mundo. Desde que Lifton e outros psicólogos identificaram variações sobre o que parece ser um conjunto de etapas que guiam ao estado da sugestionabilidade, uma questão interessante é por que funciona com algumas pessoas e com outras não.

Certos traços de personalidade dos alvos podem determinar a eficácia ou não do processo. Pessoas que já tiveram grandes dúvidas sobre si mesmas e as que demonstram uma tendência à culpa são bastante suscetíveis. Já as pessoas com um forte senso de identidade e de auto-confiança podem ser mais resistentes ao processo. Algumas narrativas mostram que a fé em um poder superior pode ajudar um alvo a se neutralizar mentalmente do processo. A neutralização mental é uma técnica de sobrevivência dos prisioneiros de guerra e agora faz parte de seu treinamento. Os militares também ensinam aos soldados os métodos usados na lavagem cerebral, porque o conhecimento do processo tende a torná-lo menos eficaz.

Os estudiosos traçaram as origens da sistemática da reforma do pensamento para os campos de concentração da Rússia comunista no começo do século XX, quando os prisioneiros políticos eram rotineiramente "reeducados" para a visão comunista do mundo. Foi quando a prática se espalhou pela China e os escritos do presidente Mao Tse-tung ("O Pequeno Livro Vermelho") apareceram, que o mundo começou a conhecer o tema.

A lavagem cerebral ontem e hoje

1. Introdução

2. Técnicas de lavagem cerebral

3. A lavagem cerebral ontem e hoje

4. Mais informações

MANIPULAÇÃO DA MENTE - DEGRADAÇÃO E CONQUISTA MARCHAM JUNTAS - PSICOPOLÍTICA
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/05/manipulacao-da-mente-degradacao-e.html

COMO CAPTURAR PORCOS SELVAGENS
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/12/bolsa-esmola-e-armadilhas-ou-como-se.html
http://youtu.be/PhJiXErcwHE




RÃ NA PANELA - TÉCNICA DE DESSENSIBILIZAÇÃO

A HISTÓRIA DA RÃ – Oliver Clerc

Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã. Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. Fiquem vendo: se a água se esquenta muito lentamente, a rã não se apercebe de nada! Pouco a pouco a água fica morna e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar… e a temperatura da água continua subindo…

Com o inevitável avanço dos minutos a água se torna mais quente do que a rã poderia apreciar, então ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta e continua seu “banho” fatal.

Mais alguns minutos e a água está realmente quente. A rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada então suporta e não faz nada. Com o passar do tempo e a subida constante da temperatura a rã acaba simplesmente cozida e morta! Devemos observar que se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela. Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou mesmo, alguma revolta. Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando. Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferentes a maior parte das pessoas.

Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver. Estes ataques são efetuados lentamente, mas inexoravelmente com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e agora, assim como a rã de nossa historinha, incapazes de se defenderem.


Estamos meio cozidos ou não?

As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa senão preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas. O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas. Há uma cauterização da consciência. A rã está sendo cozida e não sabe!

Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!!! Consciência ou cozido? Você precisa escolher!

Então, se você ainda não está como a rã, meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.

NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS? OU NÃO?

Outra versão: A FÁBULA DO SAPO
http://kivisao.blogspot.com.br/2011/07/fabula-do-sapo.html



Parábola do palácio (Jorge Luís Borges)

Naquele dia, o Imperador Amarelo mostrou o seu palácio ao poeta. Foram deixando para trás, num longo desfile, os primeiros terraços ocidentais que, como degraus de um quase inabarcável anfiteatro, descem até a um paraíso ou jardim cujos espelhos de metal e cujas intrincadas cercas de zimbro prefiguravam já o labirinto. Alegremente nele se deixaram perder, a princípio como se condescendessem com um jogo e depois não sem inquietação, porque as suas rectas avenidas apresentavam uma curvatura muito suave mas contínua e secretamente eram círculos.

Por volta da meia-noite, a observação dos planetas e o oportuno sacrifício de uma tartaruga permitiram-lhes libertar-se da região que parecia enfeitiçada, mas não da sensação de se encontrarem perdidos, que os acompanhou até ao fim. Percorreram depois antecâmaras e pátios e bibliotecas e uma sala hexagonal com uma clepsidra, e uma manhã, do alto de uma torre, divisaram um homem de pedra, que logo perderam de vista para sempre.

Muitos resplandecentes rios atravessaram em canoas de sândalo, ou um único rio muitas vezes. O séquito imperial passava e a gente prosternava-se, mas um dia arribaram a uma ilha onde alguém não se prosternou, por não ter visto nunca o Filho do Céu, e o verdugo teve de o decapitar. Negras cabeleiras e negras danças e complicadas máscaras de oiro viram com indiferença os seus olhos; o real confundia-se com o sonhado, ou melhor, o real era uma das configurações do sonho. Parecia impossível que a terra fosse outra coisa que não jardins, águas, arquitecturas e formas de esplendor.

De cem em cem passos uma torre cortava o ar; para os olhos a cor era idêntica, mas a primeira de todas era amarela e a última escarlate, tão delicadas eram as gradações e tão comprida era a série. Foi ao pé da penúltima torre que o poeta (como que alheado dos espectáculos que constituíam uma maravilha para todos ) recitou a breve composição que hoje vinculamos indissoluvelmente ao seu nome e que, segundo repetem os historiadores mais elegantes, lhe proporcionou a imortalidade e a morte,

O texto perde-se; há quem pretenda que constava de um verso; outros, de uma só palavra. O que é certo, o que é incrível é que no poema estava inteiro e minucioso o palácio enorme, com cada ilustre porcelana e cada desenho em cada porcelana e as penumbras e as luzes dos crepúsculos e cada instante desditoso ou feliz das gloriosas dinastias de mortais, de deuses e de dragões que nele habitaram desde o interminável passado. Todos ficaram calados, mas o Imperador exclamou: Arrebataste-me o palácio. E a espada de ferro do verdugo segou a vida do poeta. Outros referem a história de outra maneira. No mundo não pode haver duas coisas iguais; bastou (dizem-nos) que o poeta pronunciasse o poema para que desaparecesse o palácio, como que abolido e fulminado pela última sílaba. Tais lendas, claro está, não passam de ficções literárias. O poeta era escravo do imperador e morreu como tal; a sua composição caiu no esquecimento porque merecia o esquecimento e os seus descendentes procuram ainda — e não a hão-de encontrar — a palavra do universo.

http://www.jamor.eu/se/j/jorge-luis-borges-2.html

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http://delinks.blogspot.com.br/


 REVOLUÇÃO E TRAIÇÃO - COMUNISMO DOMINOU CUBA COM MENTIRA, APARELHAMENTO, DISCURSO DE ÓDIO, TERROR E POBREZA


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