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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

DESINFORMAÇÃO -KGB E A ESTRATÉGIA DA MENTIRA EM ESCALA PLANETÁRIA - NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS - ANATOLIY GOLITSYN

"O mundo Ocidental como um todo, e os Estados Unidos em particular, se equivocaram seriamente sobre a natureza das mudanças no mundo comunista. Não estamos testemunhando a morte do comunismo, mas uma nova ofensiva estratégica de desinformação."Anatoliy Goliytsyn

"É preciso estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." Lênin




Os Problemas Enfrentados pelos Analistas Ocidentais 
Por
ANATOLIY GOLITSYN 

 
O mundo não-comunista devota esforço considerável ao estudo do mundo comunista, e por boa razão, pois a política ocidental com relação àquele depende das avaliações que faz da situação a partir dali. Muitas instituições devotadas ao estudo de problemas comunistas surgiram nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na França e em outros países. À parte dos estudos históricos tradicionais da Rússia e China prérevolucionárias, novas especialidades foram inventadas, tais como a “sovietologia” ou a mais limitada ”kremlinologia”, que enfoca especificamente uma instância de formulação política na União Soviética.

Especialidades análogas estabeleceram-se nos campos de “monitoramento da China” e de estudos da Europa oriental. Os resultados dos estudos ocidentais são válidos apenas se dois tipos de dificuldades forem superados com pleno sucesso: as dificuldades gerais, que brotam da preocupação com o segredo e sigilo demonstrada pelos regimes comunistas e as dificuldades especiais, que surgem do uso que os comunistas fazem da desinformação. A falha dos atuais estudos ocidentais deve-se, em larga medida, à incapacidade de sequer perceber o segundo conjunto de dificuldades.

As Dificuldades Gerais

As dificuldades e obstáculos gerais que surgem no caminho dos estudos ocidentais derivam da natureza dos regimes comunistas e são amplamente reconhecidas no Ocidente. Têm destaque dentre essas dificuldades, as seguintes: A tomada de medidas especiais de prevenção de vazamento de informações secretas relativas a problemas de formulação política, tais como o pagamento de 15% adicionais aos salários dos oficiais e de outros altos-funcionários da KGB, pela manutenção do sigilo.
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A existência de serviços de segurança imensamente poderosos, devotados à proteção de segredos de estado e à supressão da verdadeira liberdade de expressão.
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O monopólio do partido e do estado sobre a mídia e a disseminação de informação seletiva para consumo interno e externo.
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Controle e vigilância efetivos sobre as embaixadas, jornalistas estrangeiros e visitantes aos países comunistas, bem como de seus contatos nesses países.

Em princípio, essas medidas não constituem novidade; elas são concomitantes a todos os sistemas totalitários, que as aplicam com variados graus de eficiência e por meio de várias técnicas.

Ainda que essas dificuldades compliquem o estudo das políticas e regimes comunistas pelo Ocidente, elas não o tornam impossível. Estudiosos e especialistas ocidentais acumularam experiência no trato dessas dificuldades. Os relatos de testemunhas oculares, ex-habitantes do mundo comunista e agora residentes no Ocidente, provaram-se de extrema utilidade para o estudo sério dos regimes comunistas e de seus problemas no passado. 5 Se essas dificuldades fossem as únicas, as avaliações ocidentais da situação no mundo comunista poderiam ser mais ou menos precisas; todavia, há outras dificuldades especiais.

O reconhecimento desse fato pode ser encontrado, p.ex., no “The Communist Party of the Soviet Union” (Random House, Nova York, 1960), de Leonard Shapiro, p.542: “O segredo com o qual a URSS tem sido capaz de cercar a si mesma veio abaixo, em larga medida pelo testemunho dado por milhares de cidadãos soviéticos, desalojados durante a guerra e que para casa não retornaram. Pela primeira vez, um sério estudo acadêmico da história, política e economia soviéticas, fornecia aos países não-comunistas uma base para contrapor-se à propaganda soviética antiocidental.”

As Dificuldades Especiais: Desinformação

As dificuldades especiais derivam dos esforços deliberados dos governos comunistas em desviar e induzir ao erro os estudos e avaliações ocidentais. Tais esforços são conhecidos como desinformação (em russo, dezinformatziya). A “Great Soviet Encyclopædia” diz que a palavra é formada a partir de duas raízes francesas, dé(s), que implica em remoção ou eliminação, e information, significando conhecimento6. A GSE define desinformação como sendo a disseminação de dados falsos através da mídia, com o propósito de desviar a atenção da opinião pública. Ela chega a ponto de dizer que é a imprensa capitalista que faz amplo uso da desinformação para enganar a população mundial e retratar como defensiva a nova guerra em preparação pelo bloco imperialista anglo-americano, e também para retratar como agressiva a pacífica política da União Soviética e de outras democracias populares.

Em termos gerais, esta teria sido uma definição bastante precisa da desinformação se os alegados papéis dos blocos “imperialista” e soviético tivessem sido invertidos. De fato, a desinformação foi usada em variados escopos ao longo da história da União Soviética.

A preocupação primeira deste livro é o uso da desinformação estratégica por parte dos comunistas. O termo significa o esforço sistemático de disseminação de falsas informações e de distorção ou retenção de informações, a fim de dar falsa imagem da situação real no mundo comunista, bem como das políticas ou planos de ação deste. O objetivo geral e essencial desse esforço é enganar e influenciar o mundo não-comunista, pondo em risco as políticas deste ao induzir os adversários ocidentais a contribuir desavisadamente para a consecução dos objetivos comunistas. Desde 1958, um programa de operações de desinformação político-estratégicas foi posto a efeito. Seus propósitos foram o de criar condições favoráveis à implementação da política de longo alcance do bloco comunista, impedir a adoção de contra medidas eficazes pelo mundo não-comunista e assegurar ganhos estratégicos para o mundo comunista. Uma compreensão do programa de desinformação é crucial para a análise correta da situação no mundo comunista, mas sua existência foi, ou ignorada, ou subestimada no Ocidente. Este livro é uma tentativa de explicar, com base nas
informações privilegiadas do autor e na nova metodologia, o papel do programa de desinformação e das técnicas nele empregadas.

As diferenças entre os sistemas comunista e não-comunista quanto às reações a crises internas e quanto às políticas externas, determinam os diferentes papéis da desinformação em seus respectivos sistemas. Os sistemas democráticos, sendo mais abertos e, portanto, inerentemente mais estáveis politicamente, não precisam esconder nem as crises internas que ocorrem de tempos em tempos e nem os meios pelas quais são resolvidas. As crises vêm a público e não há como escondê-las. A crise de Watergate é emblemática. A condição principal para a solução de tal crise seria torná-la pública; logo, não há lugar para a desinformação. Ainda que os governos democráticos, em certa medida, administrem notícias com o intuito de projetar uma imagem melhor de sua performance, o uso de métodos clandestinos ou especiais é passível de ser descoberto e explorado pela oposição na próxima campanha eleitoral. Na política externa, governos democráticos podem praticar a desinformação em escala limitada, de acordo com os objetivos nacionais também limitados e normalmente defensivos, e ainda assim, a desinformação tende a ser em escala moderada e restrita aos campos militar e de contra-espionagem. 

 Nos regimes comunistas, o papel da desinformação é inteiramente diferente. Ele é condicionado em parte pela instabilidade inerente aos sistemas comunistas. A vulnerabilidade política dos regimes comunistas, sua preocupação com a estabilidade e seus métodos não-democráticos de resolver crises internas, obriga-os a usar a desinformação em larga escala a fim de esconder e dispersar as ameaças a sua existência e a apresentar a si mesmos sob uma luz favorável, como se fossem formas estáveis de sociedade. O papel interno da desinformação é, de um lado, o de esconder os métodos não-democráticos, antinacionais, extralegais e até mesmo criminosos de resolver as crises internas, e de outro, o de minimizar ou neutralizar atividades internas anti-regime, ao mesmo tempo em que previne ou neutraliza qualquer tentativa externa de fomentar ou explorar tais atividades.

O papel especial da desinformação é intensificado pelo caráter agressivo e ambicioso da política externa comunista. Esta tem como objetivos a promoção e estabelecimento de regimes comunistas em países não-comunistas ao redor do mundo, através do apoio à oposição de extrema-esquerda, da obtenção de alianças políticas temporárias, da exploração e aprofundamento de quaisquer crises internas que possam ocorrer e mesmo da geração de crises artificiais. A fim de ser bem sucedida, tal política precisa de uma cobertura e fachada que distorça e mascare a percepção de seus objetivos específicos, de suas táticas e manobras, enquanto cria nos países alvo as condições favoráveis à consecução desses objetivos. A desinformação provê essa cobertura e fachada, além de um meio deexercer influência. É a combinação da agressividade à desinformação que resulta no caráter conspiratório da política comunista. Esta combinação não é assunto sujeito à especulação, mas uma realidade existente e constante nas atividades comunistas. Ela não pode ser ignorada arbitrariamente pelos governos e estudiosos ocidentais sem que isso afete seriamente a exatidão e o realismo de suas avaliações do mundo comunista.


O escopo e a escala da atividade de desinformação por parte dos regimes comunistas são virtualmente ilimitados. Não há qualquer obstáculo legal ou político às operações de desinformação.  

Um estado policial, com sua autoridade centralizada, seu controle total sobre os recursos materiais e humanos, sua irrestrita habilidade em executar manobras e súbitos desvios políticos e sua imunidade às pressões de uma opinião pública organizada, oferecem àquele, tremendas vantagens nas operações de desinformação quando comparado a um sistema democrático.

Dado o controle total que exercem sobre a mídia, os governos comunistas não precisam temer qualquer publicidade adversa: eles podem dizer uma coisa em público e o oposto em privado, completamente impunes. Eles podem também usar, para propósitos de desinformação, todas as instalações, recursos e pessoal dos serviços de segurança e inteligência, os quais operam numa escala e grau de imunidade sem paralelo no Ocidente.

Consideradas essas vantagens, não é surpresa que os regimes comunistas se engajassem na desinformação no nível de política de estado e como parcela bastante significativa de suas atividades. Eles têm oportunidades ilimitadas de praticar a desinformação total, isto é, de usar todos os tipos e canais possíveis de e para a desinformação.

As operações de desinformação comunista são controladas a partir dos mais altos escalões do governo. Elas servem de sustentação aos interesses da política de longo alcance; e suas formas, padrões e objetivos são, portanto, determinados pela natureza da política em dado período.
 
Do livro - NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS
A Estratégia Comunista de Dissimulação e Desinformação
Por ANATOLIY GOLITSYN  

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgg6gAG/novas-mentiras-velhas-anatoliy-golitsyn

HISTÓRIA SECRETA DE ANATOLIY GOLITSYN
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-secreta-de-anatoliy-golitsyn.html


DESINFORMAÇÃO - DISFARÇA A FRAQUEZA EM FORÇA E A FORÇA EM FRAQUEZA - ANATOLIY GOLITSYN
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/desinformacao-disfarca-fraqueza-em.html

DESINFORMAÇÃO - UM EXEMPLO NA HISTÓRIA COMUNISTA (PRA VARIAR): NEP, o jogo sujo da Rússia soviética para baixar a guarda do Ocidente
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/desinformacao-um-exemplo-na-historia.html

ALGUNS DADOS ELEMENTARES SOBRE O MOVIMENTO COMUNISTA - OLAVO DE CARVALHO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2017/01/alguns-dados-elementares-sobre-o.html

"É preciso estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade." Lênin

45 METAS DO COMUNISMO
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/09/45-metas-do-comunismo-agenda-corruptora.html


DESINFORMAÇÃO http://conspiratio3.blogspot.com.br/search/label/DESINFORMA%C3%87%C3%83O







DESINFORMAÇÃO E OS SERVIÇOS DE INTELIGENCIA:

"Durante a União Soviética, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, a KGB é o Estado"
Ion Pacepa

 
De acordo com o tenente-general romeno Ion Pacepa, o oficial de inteligência mais alto escalão para sempre defeito do bloco soviético, "a Rússia de hoje é a primeira ditadura de inteligência na história."
 
Além disso:
"A própria idéia de que a União Soviética foi derrotada é desinformação em si. A União Soviética mudou o seu nome e derrubou a fachada do marxismo, mas permaneceu o mesmo samoderzhaviye, a forma histórica de autocracia russa na qual um czar está rodando o país com a ajuda de sua polícia política ... Durante a União Soviética, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, a KGB é o Estado. "
 
Paceba fez os comentários durante uma longa e entrevista explosiva com Chama Books realizadas via e-mail no último livro do ex-oficial de inteligência romena, " desinformação "(avaliação aqui ), revelando como a União Soviética empregou a estratégia de minar a liberdade, a atacar a religião e promover o terrorismo em todo o mundo. 
http://www.theblaze.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif 
"Mais de 6.000 ex-agentes da KGB estão percorrendo os governos federais e locais da Rússia. A União Soviética tinha um oficial da KGB para cada 428 cidadãos. Em 2004, a Rússia tinha um oficial do FSB para cada 297 cidadãos.

(...)
Certifique-se de ler toda a nossa entrevista com o tenente-general Pacepa, em que discutimos temas que vão desde a ligação da KGB ao anti-semitismo eo terrorismo islâmico, como corolário, a campanha que remarca o Papa Pio XII como "Papa de Hitler", impressões do Paceba do presidente Barack Obama, seus pensamentos sobre ligação da Rússia à Bombing Boston e muito mais.

http://www.theblaze.com/blog/2014/02/10/highest-ranking-soviet-bloc-intel-officer-to-ever-defect-russia-today-is-the-first-intelligence-dictatorship-in-history/

 *
 "O grande arquiteto da desinformação sistemática foi Felix Edmundovitch Dzerzhinsky, criador da primeira polícia secreta soviética, a Tcheka. Quando Lênin perguntou, ainda em 1918 a Dzerzhinsky, sobre qual a estratégia que deveria ser adotada para influenciar o resto do mundo, recebeu como resposta: "diga sempre o que eles querem ouvir, minta, minta sempre e cada vez mais. De tanto repetir as mentiras elas acabam sendo tomadas como verdades".
"Esta expressão, levemente modificada, foi copiada por Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda e do Esclarecimento do Povo do III Reich a quem foi atribuída, erroneamente e provavelmente de má-fé, a autoria. " Heitor de Paola
http://conspiratio3.blogspot.com.br/2014/03/a-mentira-coletivamente-partilhada.html
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GENERAL DOS EUA ALERTA PARA PRESENÇA RUSSA NA AMÉRICA http://www.folhapolitica.org/2014/03/general-dos-eua-alerta-para-aumento-da.html


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